Reajuste de Procuradores custará R$166 milhões

Na interminável odisseia pela moralização do país, é impensável abdicar do importante papel do Ministério Público, que vem fazendo um brilhante trabalho nas centenas de operações que empreendem no Brasil combatendo a corrupção. No entanto, nem tudo é passível de elogios. Após três anos de crise fiscal aguda, provocando desemprego, queda na renda e achatamento dos salários dos trabalhadores em geral, uma proposta constrange.

O reajuste aprovado pelo Conselho Superior do Ministério Público de 16,7% terá impacto fiscal de 116 milhões para o orçamento de 2018. Existem dezenas de estudos e evidências de que a categoria dos procuradores é uma das mais bem pagas do país, ganhando, segundo contas do economista João Pinho de Melo, em média mais de 26 vezes mais do que o salário mínimo. Outras contas e estudos apontam para os mesmos resultados (veja o artigo no rodapé desta página).

Enfim, já é constrangedor o suficiente defender uma reforma da previdência necessária para equilibrar as contas públicas, mas que excluem os trabalhadores do judiciário do texto. Agora, a direção do MP toma uma decisão de reajuste unilateral, que prevê um reajuste cerca de 5 vezes maior do que a inflação projetada para 2017, enfim, o trabalho de moralizar o país, encabeçado pelo MP com tanta competência, perde em parte seu brilho com medidas como esta.

Quem vigia os vigias? Procuradores aprovam reajuste salarial de 16,7%

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