A nova e verdadeira política

Publicado no Jornal Correio de Uberlândia em 04/04/2017
Ano eleitoral, com copa do mundo no país, possivelmente apenas daqui 50 ou 60 anos teremos outro ano tão singular no Brasil como 2014, e qual o sentimento emitido pela população? Alegria? Entusiasmo? Paixão? O que se sente nas ruas ao contrário é cada vez mais um cansaço, um stress e uma fadiga do viciado sistema político partidário que afasta o eleitor e as pessoas de boa fé da política.

E o que a classe política tem feito para reverter tal sentimento? A nível dos 03 poderes fecham os olhos, tapam os ouvidos e respondem os anseios da população com ainda mais isolamento. Talvez o façam por constrangimento, por se mostrar incapaz de responder á sociedade com medidas efetivas que possam melhorar o comportamento, talvez, no entanto, o fazem por se beneficiarem do isolamento por eles construído.

O fato é que a população está exausta, descrente nas instituições, massacrada por um estado burro, oneroso e incapaz, sequer, de melhorar as condições básicas de sobrevivência do brasileiro.

Soluções para tanto? Talvez, mas só se for pelo amadurecimento político da própria população, á exceção dos Estados Unidos, todas as grandes democracias mundiais são parlamentaristas, e portanto, a submissão dos poderes ao executivo como vemos no Brasil no caso do legislativo e em algumas vezes no caso do judiciário como na revisão do julgamento do mensalão pelos novos ministros da corte.

A grande questão é: Poderia o sistema parlamentarista vigorar em um país onde o sistema político abriga de 33 partidos?

De 1982, quando o presidente Figueiredo aboliu o bipartidarismo para hoje, é como se tivéssemos criado um partido por ano no Brasil. Não há debate político sério em um ambiente desse tipo, esqueça o povo brasileiro mais uma vez de presenciar um debate qualificado sobre os temas que interessam.

O parlamentarismo é uma utopia distante do povo brasileiro, embora seja o mais representativo sistema político já inventado, entretanto, há medidas mais próximas que possam melhorar o nosso presidencialismo capenga de coalizão que produz mensalões em todos os níveis.

O primeiro passo, é a simples instituição de fidelidade partidária e cláusula de desempenho, deforma que reduzíssemos o número de partidos dos atuais 33 para no máximo 5 e acabássemos com os negócios de legenda de aluguel, venda de tempo de TV por cargos que todo ano presenciamos.

Um partido liberal, um partido conservador, um partido trabalhista, um social democrata e a população escolhe as ideias e não as pessoas como hoje é feito. Neste sistema o político para ser eleito é forçado a ter uma carreira partidária antes da carreira política eleitoral, como se ele fosse indicado pelo partido para representar suas ideias no embate. O contrário do que se faz hoje onde os candidatos não tem sequer programa de governo. O segundo passo, é instituir o voto distrital puro para as campanhas legislativas e o teto para o gasto em campanhas, esqueçamos a idiotice do financiamento público de campanha, dinheiro do orçamento tem de ser destinado a levar serviços básicos para a população.

Instituído isto, somada a não reeleição por 3 mandatos consecutivos ao parlamento assim como ao executivo, o sistema político brasileiro tem condições de pelo menos vislumbrar uma saída honrosa para o Frankstein que foi costurado nos últimos 30 anos. É possível, só precisamos nos manifestar enquanto povo para exigir a mudança de baixo pra cima.
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